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Sábado, 16 Out 2021

Araras começam ocupar ninhos criados por projeto social em Sinop

Desde o início do projeto, quatro filhotes de araras já foram resgatados

07 Jul 2020 às 14:33
Só Noticias
Foto: Divulgação Internet
Em poucos meses de existência o projeto social Arara Canindé Sinop já começou a colher frutos. Um dos ninhos criados, em uma palmeira na avenida dos Jacarandás, já foi ocupado e agora as aves se prepararam para a reprodução. Outros cinco ninhos já foram instalados, sendo dois no estádio Gigante do Norte, um na rua Colonizador Ênio Pipino e outros dois no viveiro de mudas e devem ser ocupados nos próximos dias.

“Agora iniciaram a nidificação, que é quando elas preparam o espaço e, em meados de setembro até novembro, começam a sair os filhotes”. “Ainda temos nove para serem instalados, totalizando 15 ninhos. Cada um é ocupado por um casal e além disso eles não são utilizados só por araras, podem ter outras aves, como papagaios, urubus”, explicou, ao Só Notícias, o desenvolvedor do projeto, o corretor Anderson Kirsch.

Atualmente o projeto conta com apoio da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Sinop, secretaria de Estado de Meio Ambiente, secretaria municipal, além de uma empresa de projetos e consultoria ambiental. “A UFMT disponibilizou um biólogo e uma médica veterinária, além dos alunos que ajudam no acompanhamento, instalação dos ninhos. Conforme os filhotes forem nascendo eles já vão auxiliar desde a pesagem”, destacou. “Já a Sema adiantou que fará o pedido das anilhas para fazermos um monitoramento e acompanhamento desses animais. Assim conseguiremos ver se vão ficar na região ou não. Tudo isso é incluso nesse grupo de apoiadores, e cada um tem sua função já”, acrescentou Anderson.

Desde o início do projeto, quatro filhotes de araras já foram resgatados. “Acabaram saindo dos ninhos, estavam fracos ou tiveram traumas, como atropelamento no primeiro voo ou outros acidentes. Foram curados e soltos novamente na natureza”. “Também já evitamos a derrubada de dois ninhos naturais de araras, construídos em palmeiras que seriam derrubadas por estarem velhas”, pontuou.

Agora, de acordo com Anderson, o acompanhamento dos locais vai ficar mais intenso. “Vamos começar em breve a instalação dos ninhos que faltam e teremos relatórios de cada um, se está ocupado, acompanharemos a reprodução, quando tiverem ovos, o nascimento dos filhotes e até quando eles vão sair”, completou.

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