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Sábado, 16 Out 2021

Idoso de 99 anos, veterano da 2ª Guerra Mundial, é mais velho a se recuperar da Covid-19 no Brasil

Ermando Armelindo Piveta estava internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, desde 6 de abril. Ele recebeu alta nesta terça (14)

14 Abr 2020 às 19:40
G1
Foto: Brenda Ortiz / G1
Ermando Armelindo Piveta, de 99 anos, se tornou nesta terça-feira (14) a pessoa mais velha a se recuperar da Covid-19 no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Morador do Distrito Federal, ele estava internado no Hospital das Forças Armadas (HFA) desde 6 de abril e recebeu alta nesta tarde (veja vídeo acima).

O idoso foi segundo tenente da Força Expedicionária Brasileira e chegou a atuar na 2ª Guerra Mundial. No ano passado, foi reconhecido com a Medalha da Vitória, concedida pelo Ministério da Defesa a combatentes que atuaram no conflito.

Segundo familiares, ainda falta um último exame para confirmar que Ermando não está mais infectado com o novo coronavírus. Mas os médicos afirmam que ele já está recuperado.

"Agora é ele continuar se recuperando em casa. E a gente continuar vivendo com ele, que é um camarada muito bacana, e continuar tocando a vida. Espero que esse coronavírus passe logo e a gente volte a ter paz no nosso país", afirmou a filha do veterano, Vivian Piveta, após a alta do pai.

Segundo o diretor-técnico do HFA, almirante Nestor Francisco Miranda Júnior, o quadro inicial do paciente deixou os médicos inquietos, principalmente por conta da idade. Ele estava sendo acompanhado à distância, mas após sentir cansaço e tosse, precisou ficar internado no hospital.

"Foi bastante preocupante. Uma pessoa de 99 anos, internada com uma doença que a gente olha nos noticiários e a mortalidade aumenta cada dia, nos preocupou muito", afirma.

Segundo o médico, Ermando foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), mas não precisou da ajuda de aparelhos para respirar. O almirante afirma que o paciente tem um "organismo muito forte", mas que vários fatores podem ter ajudado na recuperação.

Pode ter sido por vários fatores, constitucionais, familiares. Pode ter influenciado o fato de ele ter sido militar, ter ido pra uma guerra, então tem um outro tipo de condicionamento. Fica muito difícil para a gente afirmar qual é o [fator] mais preponderante."


Atuação na 2ª Guerra

Segundo as Forças Armadas, durante a 2ª Guerra Mundial, Ermando partiu de Itu, em São Paulo, e foi até Dakar, a bordo do navio Almirante Alexandrino. No retorno, atuou nas ações de guarda da costa brasileira em cidades como Fernando de Noronha, Natal e Recife.



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